segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A natureza que nos "acorda"

(*) Por Antônio Coquito



Assim como a esperança,
A manhã se descortina...

Trazendo a beleza do novo dia!
Dos seres que habitam o mundo natural.


Silencia minha alma e...
Encanta.
Mergulhe na sabedoria...
Sons, formas, cores, cheiros...
Mensagens do infinito...

Chega o pássaro,
Suga a flor.
Percebe o aroma,
Contempla o colorido.
Eles vêm fazer habitat em meu destino.
Vem acordar meu íntimo...
para as pequenas observações,
muitas vezes adormecidas.

VAMOS DEFENDER A VIDA




(*) Por Antônio Coquito




Matéria publicada no Jornal de Opinião, quando do lançamento
da Campanha da Fraternidade 2008 -
Fraternidade e Defesa da Vida

E a vida? E a vida o que é diga lá, meu irmão? O cantor Gonzaguinha, ao escrever e cantar esta música, nos convida ao exercício reflexivo de avaliar e ver a vida, com seus dilemas e desafios, em meio a uma visão positiva e otimista do que ela é ou deveria ser. A visão cristã e sensível do universo, e com ele, a de toda a criação e as diversas manifestações de vida, reforçam este chamado desafiador nos dias de hoje.
A vida, em suas diversas faces, está a nos pedir socorro, a nos fazer compreender a urgência de novas atitudes, novo jeito de ser na condução dos rumos do planeta. Entendo que vivemos o dilema da fragilidade da vida em meio às esperanças. Deus confiou ao homem e à mulher os destinos do mundo. Ele nos dá um voto de confiança, ao nos entregar tudo o que nele está e, se assim posso dizer, do que ainda está por vir, como fruto do (s) talento (s) que impulsionam nossa intervenção e transformação no que diante de nós se manifesta. Deus tem nos convocado, a todo instante, na entrega deste patrimônio coletivo - o universo, e para o bem de todos e todas. Uma convocatória que nos faz compreender a terra, e tudo o que nela existe, como bens comuns de toda a humanidade.


Constatação social

A gestão desta confiança tem mostrado que há um caos administrativo. A vida, com seu lado tênue e frágil, vem assumindo proporções grandiosas, e que a conduzem à condição de banalização e conformismo. Registramos como prática o convívio com a fome, a exclusão social, a agressão ao ecossistema, a intolerância em meio aos diversos sinais de violência; enfim, ao estado de crise planetária.
O registro desta radiografia social mostra que estamos na contramão da DEFESA DA VIDA. Alimentamos em nossa história um comportamento de caráter individualista e pouco solidário, que se configura na concentração de renda geradora de todas as violências.
O Brasil continua sendo um dos países com mais desigualdades no mundo – 1% mais rico tem renda igual à dos 50% mais pobres. O acúmulo de uns leva a falta para outros. Faltando renda; falta dignidade, falta vida. Só para termos uma idéia, nossa vida em sociedade tem resultado em trinta e dois milhões de brasileiros em situações de indigência. Estes dados são do Mapa da Fome do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA. Indo além, a agressão à vida, advinda destes dados aponta, que são nove milhões de famílias, cuja renda mensal lhes garante, na melhor das hipóteses, apenas a aquisição de uma cesta básica de alimentos capaz de satisfazer suas necessidades.
A renda, numa lógica de mercado, significa sobrevivência. Portanto, quem não tem renda, seja no campo ou na cidade, compromete ou não tem garantida sua sobrivivência. É uma “lei” predominante, porém cruel, levando em conta a realidade de exclusão construída. Fica de certa forma, a mercê do acaso das condições de existência. E, se aprofundarmos mais neste contexto, nesta análise conjuntural, esbarramos na fome urbana e rural que se espraia por todo o Território Nacional. Números estes, que são definidos pelos indicadores como pessoas vulneráveis à fome e à desnutrição. Para ilustrar, pesquisa realizada pelo Instituto da Cidadania calcula que, no Brasil, 46 milhões de pessoas viveriam nessa condição. São pessoas que ganham menos de US$ 1 por dia, ou seja, cerca de R$ 60,00 (sessenta reais) mensais.
A fragilidade da vida, dentro dos aspectos fundamentais que compõe a extensão de sua dignidade, cria situações em cadeias que vão se revelar no tecido social mais amplo. Um outro dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas- IBGE, que aponta que 83% das pessoas não têm casas ou que moram em condições precárias. Assim, por mais que nossas cidades estejam bonitas, reflexos do chamado “higienismo social”, é claro e notório um “rasgo” neste tecido. E ele se reflete na vida da rua, a população com trajetória de rua. A quem tudo ou quase tudo é negado, sobra a rua como denúncia de que estamos na contramão da vida. Está em fase de finalização, pelo governo federal, a pesquisa que mostra o número da população que está vivendo na rua. Nas ruas de Belo Horizonte, conforme dados da Pastoral de Rua, vivem hoje cerca de 1.200 (hum mil e duzentas) pessoas. Não tendo dados e tendo, as ruas como simbólico dos encontros e celebrações, está a denunciar negação da vida.
Somando-se aos já citados, estamos convivendo com diversas agressões ao nosso ecossistema. Lixo que jogamos na rua, desperdício de água, falta de saneamento básico etc. Um ambiente descuidado reflete no caos social, político e econômico que pautam as preocupações de nossa agenda cotidiana. Vejamos o chamado aquecimento global. Nosso meio ambiente tem sinalizado condições limites. E, o mais grave, tem devolvido para o ser humano as adversidades sofridas. Isto refletido nos dados do Fórum Mundial de Águas que confirma que cerca de 60 % das doenças hospitalares no Brasil vêm de águas poluídas. Concluímos que o saldo do mau trato ambiental é pago nas contas da saúde pelas epidemias e, conseqüentemente, da piora na qualidade devida.

Prática da co-responsabilidade

A realidade aqui apresentada consolida uma desconsideração histórica de governos, e da nossa sociedade, no estímulo à vida no campo. As cidades, e as metropolitanas muito mais, são hoje, muitas vezes, o grito de falência, carência e urgência de políticas públicas promotoras da inclusão social. A vida comunitária em sentido amplo tem se tornado um pedido de socorro para que a vida se faça digna e justa. As políticas e ações de inclusão social, ao lado da má distribuição de renda têm um longo caminho “de volta” a percorrer! Construímos com os recursos chamados públicos uma sociedade do privilégio, exclusivista; muitas vezes, negador da VIDA.
Tudo que nega a vida deve nos incomodar. É um chamado de atenção para a mudança de rumos. Precisamos admitir que as circunstâncias são reais, porém, desafiadoras. Um vez diante de nós, não nos entregarmos a ela; ou melhor, que ela nos desafie a construir o novo.
Nestes dias que vivenciamos a Campanha da Fraternidade, façamos concreto o seu chamado! Assumamos uma atitude de acreditarmos e defendermos a vida, desde o ventre materno da mãe mulher, como da mãe terra, possibilitando todos explodirem em toda a extensão de vida plena. Somos convidados a abraçarmos de forma de forma apaixonada a bandeira da vida, de fazê-la tremular no resgate que dito por Gonzaguinha, de que ela, a vida “é um Divino mistério profundo, é o sopro do Criador numa atitude repleta de amor”.
Vamos juntos defender a vida! A Campanha da Fraternidade 2008 nos convoca a esta empreitada! É um reconstruir o caminho, um fazer com que a vida seja realmente viva. E nela, há vagas e trabalho para todos nós.

Antônio Coquito é jornalista - especialista em marketing e comunicação - Ênfase Comunicação Comunitária e Popular - Terceiro Setor –Responsabilidade Social – Políticas Públicas. Atua como assessor em comunicação e marketing em temáticas sociais e de responsabilidade social.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Que diferença você faz no mundo?

(*) Foto : Antônio Coquito

"Cada um de nós é importante!
Que diferença você faz no mundo?
onde você deixa sua marca?
E, como você contribui para que ele, o mundo, seja melhor?
Vamos juntos!". Antônio Coquito

Combater a fome a partir das cidades

(*) Foto: Antônio Coquito

(*) Por Antônio Coquito


Matéria publicada em diversos veículos, na ocasião eu fazia a assessoria de comunicação do CONSEA de Minas.


O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável - Consea de Minas promove o Encontro Estadual "Sistemas Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável". O evento acontece de 09 a 11 de junho de 2006, no Sesc de Contagem. A grande tônica será discutir como o município pode assumir atitudes efetivas de combate à fome.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, divulgados no último mês de maio, no Brasil existem 72 milhões de pessoas e, em Minas Gerais, 942 mil em condições de indigência alimentar. Representantes de diversos municípios e regiões do Estado, a partir da realidade local, estarão avaliando, interagindo e, traçando estratégias para a implantação e implementação de políticas públicas de reversão do quadro de insegurança alimentar e nutricional. Muitos municípios têm experiências criativas e exitosas de reversão de situação de risco alimentar.


De Veredinha, Carbonita, Berilo, Francisco Badaró e Virgem da Lapa os programas de apoio às feiras livres no Alto e Médio Jequitinhonha. As feiras contribuem para a agricultura familiar e alimentação saudável, além de geração de renda. Do município de Extrema, a experiência de educação comunitária e em escolas, para o melhor aproveitamento dos alimentos, do Centro de Referência em Segurança Alimentar. As atitudes nos municípios tem significado mais qualidade de vida para suas populações. Redução. Outras iniciativas, integrarão às apresentadas.


Para Dom Mauro Morelli, presidente do Consea-MG, a alimentação adequada deve ser "o primeiro direito assegurado aos nascituros e a cada ser humano". E, neste sentido, o presidente amplia para uma visão ampla das condições de vida digna. "Somos todos igualmente necessitados de alimento, a cada instante de nossa vida. Não importa a idade, a raça, o gênero, a classe social". E, emenda afirmando que "sem luz e oxigênio, sem ternura e carinho, sem leite materno, sem pão e queijo, sem arroz e o feijão, o ser humano não se desenvolve; definha e morre".


O encontro "Sistemas de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável" pretende provocar a criação de ações locais, nas cidades, que articulem iniciativas de governos, sociedade civil e iniciativa privada, numa visão intersetorial. Estas, levando em conta as características das regiões, mas, num único objetivo: incentivar ações públicas para programas e projetos de promoção da educação alimentar, de resgate e valorização de formas culturais de alimentação saudável, do aproveitamento otimizado dos alimentos, do enriquecimento dos cardápios escolares etc. E, no aspecto ambiental, atitudes agroecológicas de produção. Ou seja, produzir sem degradar o meio ambiente, prejudicar os mananciais de água etc. Na compreensão política de que segurança alimentar e nutricional perpassa políticas intersetoriais de saúde, educação, abastecimento, assistência social, direitos humanos etc.


O sistema existirá com a criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável - CMSANS, que aproxima o diálogo governo e sociedade, em cada cidade. Junto à estrutura dos Conselhos, os municípios devem criar os planos, previsões orçamentárias e fomentar as discussões em Conferências, para a construção das iniciativas que, transformadas em políticas, atendam à realidade local.
Antônio Coquito é jornalista socioambiental com especialização em Marketing e Comunicação com ênfase em temáticas sociais -Terceiro Setor- Responsabilidade Social - Políticas Públicas. Também em Comunicação e Direitos Humanos com ênfase em Educação e Cidadania

Belo Horizonte sedia fórum sobre obesidade

(*) Foto: Antônio Coquito

(*) Por Antônio Coquito


Matéria publicada em diversos veículos, na ocasião eu fazia a assessoria de comunicação do Consea de Minas.


Com apoio do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável – Consea de Minas e entidades da área de educação, nutrição e saúde; a Assembléia Legislativa de Minas Gerais – ALMG promove, nos dias 06 e 07 de julho, o Fórum Técnico “Obesidade : desafios e perspectivas”.
Com apoio do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável – Consea de Minas e entidades da área de educação, nutrição e saúde; a Assembléia Legislativa de Minas Gerais – ALMG promove, nos dias 06 e 07 de julho, o Fórum Técnico “Obesidade : desafios e perspectivas”.
A discussão em torno da temática reúne gestores municipais, organizações da sociedade civil e profissionais. Estes, com o objetivo de, conhecendo a realidade de Minas Gerais, elaborararem propostas que subsidiem as políticas públicas para prevenção e redução da obesidade.
O encontro acontece no momento em que a Pesquisa de Orçamento Familiares 2002-2003, POF, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, comprova a tendência de sobrepeso e obesidade da população brasileira. Os dados mostram a convivência de informações sócio-comportamentais paradoxas. De um lado, há diminuição dos indicadores da desnutrição e, por outro lado, o aumento do excesso de peso.
Para José Divino Lopes Filho, nutricionista da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais e um dos palestrantes, o Fórum Técnico “vem abordar de maneira abrangente um tema atual e pertinente à segurança alimentar”. No que se refere a unir esforços da sociedade civil e governo, ele ressalta “ser impossível que uma política social seja realidade sem que a sociedade participe”.


Obesidade, o outro lado da insegurança alimentar


”Gordura não é sinal de saúde”. Quantas vezes já ouvimos esta frase? Estudiosos do assunto confirmam está afirmação. Para o médico, professor de endocrinologia, presidente da Federação Latino-Americana de Sociedade de Obesidade - Flaso e, também, um dos palestrantes do Fórum, Walmir Pereira Coutinho, “a obesidade é atualmente um dos mais graves problemas de saúde pública. Sua prevalência vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas”. Neste sentido, Lopes Filho enfatiza que “a obesidade já é uma epidemia”.
Os dados do IBGE apontam um quadro que preocupa conselhos de políticas públicas, especialistas e gestores públicos. O desafio é produzir ações que promovam a prevenção e a reversão da situação que cresce. Lopes Filho exemplifica que iniciativas como a ”introdução de novos hábitos, a exigência para com os governos e setor produtivo de alimentos e ações e meios que viabilizem o estilo de vida saudável” são fundamentais.
O retrato da pesquisa
Os indicadores do IBGE fazem um alerta. Eles mostram que a alimentação do brasileiro é concentrada em base de carboidratos. Ou seja, 50% em cereais, leguminosas, raízes e tubérculos; seguido por 28% de alimentos calóricos como gordura animal, açúcar, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Em se tratando de produtos de origem animal como carnes, leite e derivados e ovos, o índice é de 18%. Agora, frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,3%.
A POF, também, confirma que os adolescentes, de 10 a 19 anos estão mais “gordinhos”. Eles perfazem um percentual de 33,4%. Já nos adultos maiores de 20 anos, os números atingem 38 milhões de pessoas. E destes, cerca de dez milhões estão obesos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Vida Intensa

(*) Foto: Antônio Coquito

“A vida é intensa, infinita e maravilhosamente um dádiva de Deus!O melhor a fazer é vivê-la, observando a beleza e sabedoria de todas as coisas!”Antônio Coquito